Conversamos com a banda SupreMa que falou sobre a nova fase da banda e sobre o lançamento do Tributo ao Iron Maiden, sobre as gravações do novo álbum previsto para lançamento no segundo semestre de 2008 e sobre a seqüência de shows internacionais no Brasil.
Ponto ZerØ - Primeiramente vamos falar sobre esse novo projeto da banda em ter gravado um Tributo ao Iron Maiden. Quando surgiu a idéia do projeto?
Douglas Jen: Primeiramente obrigado Felipe pelo espaço que está nos concedendo, e parabéns pelo Blog, está crescendo demais!
Sobre este projeto do tributo, surgiu em meio a ensaios no final de 2007, estávamos gravando umas prés do CD novo da banda e acabamos aproveitando todo aparato que já estava montado e gravamos a música do Maiden também. Depois acabamos fazendo alguns arranjos sobre estas prés, e o resultado acabou ficando surpreendente!
Com a vinda do Iron Maiden ao Brasil, decidimos por fazer uma homenagem, gravando uma música, só que com nosso estilo de tocar. Bastou algumas conversas e em alguns dias já estávamos gravando!
Ponto ZerØ - Como foi o processo de gravação?
Douglas Jen: O Pedro além de um grande vocalista, é produtor musical também, já realizou gravações de várias bandas em seu home-studio, e sempre conseguiu tirar ótimos sons! Mas um dia em conversas com nosso grande amigo Heitor Rangel que produziu o primeiro CD da banda (Spyeyes), ele acabou fazendo um convite para gravarmos as bateras por lá no estúdio dele, no Barulho Estúdio (www.barulhoestudio.com.br), e ele acabou entrando de patrocinador do projeto.
Acabamos que gravamos bateria e guitarra (base e solo) no Barulho Estúdio com o Heitor, e contra-baixo e vozes com o Pedro. As mixagens e masterização foram feitas no Barulho Estúdio também com os dois produtores em ação, algo inédito para nós da banda!
PØ - Como foi feita a escolha da música "*Be quick or be dead*", havia alguma outra música do Maiden para o projeto?
Douglas Jen: Acho que todos nós, e vocês leitores e internautas cresceram ouvindo Iron Maiden (rs). Sempre toquei Maiden desde quando iniciei tocando guitarra, e sempre fazemos jams nos ensaios tocando músicas de diversas bandas para descontrair, mas a "Be Quick or Be Dead" é a única que "oficialmente" tocamos em shows e faz parte do set list. Ela é uma música agressiva (tanto instrumental, vocal e também sua letra), tem tudo haver com o SupreMa, por isso escolhemos ela.
Em nossa próxima tour pretendemos tocar ela e mais uma outra música do Maiden que marcou época (SUPRESA!!).
PØ - O Tributo conta com a faixa bônus "*Powermind*" música do álbum Spyeyes lançado em 2005, como foi para banda re-gravar essa música com Pedro Nascimento nos vocais?
Douglas Jen: A Powermind acabou sendo considerada o "hino" da banda, por onde passamos temos que tocar, é aquele tipo de música que o público pede até o final do show, e quando tocamos todo mundo canta junto!
Agora com esta nova fase da banda, e com o Pedro que assumiu o vocal no ano passado, queríamos mais do que nunca mostrar como a banda vai soar com a voz dele, bem agressiva e ao mesmo tempo melodiosa. Estamos felizes por que a receptividade com o Pedro tem sido enorme, os fans o adoram! Além do carisma no palco, este tributo veio a firmar ele como um grande vocalista para a banda.
A Powermind teve também as minhas vozes regravadas e teclados novos pelo Guto Viegas (mesmo não estando mais na banda, sempre que pode está conosco), e o resultado foi uma roupagem nova da Powermind!
PØ - Este tributo também marca uma nova fase da banda com a entrada do Gabriel Conti no baixo, como foi o processo de escolha para o novo baixista da banda?
Douglas Jen: O Gabriel é um exímio baixista de heavy metal que toca de tudo! Isto com certeza foi um fator decisivo para a escolha, mesmo tendo outros grandes nomes da cena nacional em mãos. Ele toca em um outra banda com o Pedro, e também já tinha feito 2 shows com o SupreMa cobrindo a ausência do baixista antigo.
Pedro Nascimento: O Gabriel tem uma técnica muito particular de slap (double thumbs) e também arpeggios (algo bem difícil de ver baixistas fazendo); e com estas novas influencias que ele trouxe à banda, conseguiremos fazer um som bem diferenciado e mais cheio. No site do SupreMa tem um vídeo dele gravando a "Be Quick or be dead", e na próxima semana terão mais 2 vídeos, onde todos poderão conhecer um pouco mais de sua técnica.
PØ - Vamos falar sobre o novo CD, quando está previsto para começar as gravações?
Douglas Jen: Este CD está sendo trabalhoso demais, digo por mim mesmo em termos guitarrísticos.
Agora sem um tecladista fixo na banda, teremos que explorar mais ainda a capacidade de cada músico para "cobrir" este espaço deixado pelo teclado, e isto tem sido uma tarefa bem difícil! Mas posso dizer que o resultado está ficando acima do que esperávamos, músicas empolgantes e técnicas, mas ao mesmo tempo muuuuuuuuuuito pesadas!
Estamos fazendo reuniões quase que diárias decidindo tudo sobre o álbum, desde a concepção de timbres, arranjos e letras, até mesmo figurino, palco, cenário etc. Queremos tudo em seu lugar e interagindo.
Gabriel Conti: Alguns detalhes estão sendo finalizados, estou com uma grande expectativa e muita vontade de entrar em estúdio; meus dedos estão “coçando” para registrar as linhas!
PØ - Vocês podem adiantar alguma coisa sobre esse novo álbum para os fãs?
Douglas Jen: Provavelmente o álbum terá 13 faixas. A sonoridade buscada está sendo das bandas mais modernas, muita guitarra (e pesada), batera bem trabalhada, contra-baixo fazendo a função de uma segunda guitarra em alguns momentos, em outros empurrando o peso da música e em outros trabalhando como instrumento solista.
As músicas estão bem mais maduras do que no primeiro álbum, e mais rápidas e técnicas também.
Haverão arranjos de violões e os vocais femininos continuarão a todo vapor! Em resumo, a essência prevaleceu só que com uma cara mais madura e moderna.
PØ - Vocês não têm medo de lançarem um álbum sem tecladista onde nas composições anteriores era um instrumento muito presente?
Douglas Jen: Esta é uma pergunta que temos respondido com freqüência, tanto em emails, orkut e também em programas de rádio. Realmente o primeiro CD era muito calcado em arranjos de teclado, tínhamos um exímio tecladista! Porém hoje ele não está mais na banda e preferimos seguir sem teclado, até para desafiar a nós mesmo se éramos capazes de fazer tudo o que sempre fizemos, só que com 1 instrumento a menos.
Tínhamos 7 músicas praticamente prontas, todas cheias de teclados, e eu tive a difícil tarefa de recompor tudo, adaptando alguns temas para guitarra, e outros, mudei completamente o arranjo para soar mais guitarrístico. Mas ao final as músicas estão diferentes, estamos surpreendidos com os resultados. Eu e o Gabriel estamos cobrindo bem os "espaços" deixados. Agora o Gabriel tem grande espaço para rechear as músicas com temas de contrabaixo, e inclusive ele faz solos em 3 músicas!
Mas também não quer dizer que "abolimos" o teclado das músicas. Em 4 ou 5 faixas ele estará presente, fazendo a função dele, dando todo o clima, e por diversas ocasiões aparecerão sintetizadores e timbres não muito usuais... Terão algumas coisas experimentais com teclado.
Ao vivo sempre teremos músicos convidados fazendo participações!
Gabriel Conti: Havia feito duas apresentações ano passado com o SupreMa (como músico convidado), o Guto era um ótimo músico.
Será um grande desafio este novo trabalho da banda, e o Jen me dá uma certa liberdade nos arranjos das músicas, rolou um entrosamento muito, e isso se expressará nas canções do novo álbum.
PØ - A banda já tem previsão para lançamento do novo CD e da tour de divulgação desse novo trabalho de estúdio?
Douglas Jen: Pretendemos iniciar as gravações agora em Março, e com um cronograma meio corrido, estar com tudo pronto até Maio. Pretendemos no início do segundo semestre já iniciar a tour, fazendo shows por todo o Brasil e exterior (em julho).
PØ - Qual a opinião de vocês sobre a atual situação do metal nacional?
Pedro Nascimento: Houve um crescimento em boa parte pelo surgimento das web rádios e pelo orkut , ou seja, a Internet possibilitou uma derrubada do monopólio da grande mídia sobre o que o publico deve ou não ouvir.
Isso mostra que o metal tem grande potencial no Brasil, só precisa ser melhor divulgado, pois nas grandes mídias ele praticamente não aparece, e mesmo assim possui muitos adeptos e os mais fies.
Também deveria receber muito mais atenção por parte do mercado e da indústria fonográfica, uma vez que os adeptos do metal consomem muitos produtos e com certeza são os que mais tendem a se desviar da indústria da pirataria ao passo que todos os estilos musicas populares no Brasil possuem um "mercado de pirataria" enorme!
PØ - O que vocês acham dessa seqüência de shows internacionais que estamos tendo no Brasil este ano?
Pedro Nascimento: Acho que esta sendo muito bom, e isso prova mais uma vez o grande potencial que o metal tem no Brasil , pois todos esses shows possuem um valor de ingresso completamente fora da realidade da grande maioria dos brasileiros e mesmo assim os shows estão sempre lotados.
Douglas Jen: Também acho isto muito positivo, ‘esquenta’ o público e mostra para esta galera de rock bar e produtor de evento que existe público de heavy metal em massa.
Única coisa que precisa ser mudado é a mentalidade do público, e apoiar mais as bandas nacionais, já que muitos pagam R$250,00 e as vezes até mais para ver um show internacional, mas num pagam R$10,00 para ver um show com 4 bandas nacionais de ótimo nível (as vezes até superior) aos gringos! GALERA... ABRE A CABEÇA!!! OUÇA O QUE É BOM E NÃO PAGUE SOMENTE PELO NOME!
Enquanto isto os gringos continuam crescendo o a galera aqui do Brasil só se f....
PØ - Vocês acham que de alguma forma isso pode atrapalhar ou ajudar o trabalho de bandas nacionais?
Gabriel Conti: Há um aquecimento do público com a vinda de bandas consagradas mundialmente. Mas acredito que poderia ter um representante nacional nestes shows que estão por vir.
Particularmente sempre gostei de ver shows e ver uma banda nacional junto de uma já consagrada mostrando a força da nossa música. Acho uma pena não termos representantes nacionais nestes shows que estão por vir...
PØ - Ok, muito obrigado pela entrevista, o espaço e de vocês:
Douglas Jen: Obrigado Felipe pelo espaço cedido, foi um grande prazer ter feito este bate-papo contigo e contado aos fans um pouco mais do momento atual do SupreMa. Quem ainda não ouviu o Iron Maiden Tribute, só acessar , e também participar da promoção aqui no site para ganhar o CD!
Abraço a você e aos fans da banda... 2008 é o grande ano do SupreMa!
Gabriel Conti: Obrigado pelo espaço Felipe e ao pessoal que acompanha o trabalho do SupreMa, um forte abraço à todos!!
Pedro Nascimento: Valeu Felipe! E fica um convite para a galera, dia 19/04 estaremos tocando no Várzea Open Air em Várzea Paulista-SP, um baita evento com 30 horas de duração! Acesse o site para todas as informações www.suprema-online.com.







O Programa Stay Heavy exibe em sua próxima edição uma entrevista com a banda paulista Torture Squad, falando sobre sua nova turnê na Europa, do lançamento do CD no exterior, da entrada do guitarrista Augusto Lopes (Eternal Malediction) no lugar de Mauricio Nogueira, entre outras coisas. 






A banda norte-americana Misfits se apresentará no dia 18 de maio (domingo) em Porto Alegre, no Bar Opinião.
- A Branco Produções informa que devido a problemas com agenda do vocalista Jeff Scott Soto foi transferida do dia 18 para o dia 25 de Maio. O evento será realizado no Salão de Atos da UFRGS e detalhes do evento serão divulgados pela produtora em breve.








A produtora Top Link Music acaba de anunciar mais uma data no Brasil da turnê "Humanity World tour - Acoustica" , a qual passará por alguns países da América Latina e México.
Hoje ouvi na íntegra o novo cd da banda santista Drive V. Onze músicas e algumas cervejas depois, ficou a dúvida: é ódio ou amor?
Não é apenas figura de linguagem dizer que o som corta o ar. A energia existe sim, é poderosa e rasga o ambiente com vontade. Não há tempo pra pausas, nem um milissegundo sequer. Tudo é direto, como se disso dependesse sua vida. Tambores e watts de potência despejam uma carga emocional combinada e coesa, mas ao mesmo tempo, cheia de espaços e ambiências. O resultado é intenso.
Há um clima de recomeço, de fazer tudo diferente, de tentar outro caminho; uma libertação dos erros cometidos. Cristopher pede, em Somos Todos Iguais, "uma chance pra quem sabe viver", mas por outro lado, conclui que "não sabemos amar". É o conflito que move todas as composições, a sensação de que pelo embate de sentimentos chega-se a uma realidade menos amarga, mais verdadeira e feliz.
Nas guitarras, um jogo de encaixe bem orquestrado entre Denis, o recém chegado, e o veterano Nando, que ainda assina a engenharia de gravação. Bem sacadas, as harmonias são singelas e rudes, como castelos sonoros etéreos que possuem uma combinação pouco provável de massa e leveza. Bem bonito.
























- O processo de mixagem e masterização do novo álbum da HIBRIA já começou, tendo como responsável ACHIM KÖHLER, que foi escolhido pelo grupo em função da sua versatilidade, tendo trabalhado com bandas de diferentes estilos tais como Amon Amarth, Sodom, Pink Cream 69 e Brainstorm. Achim também foi o responsável pela mixagem e masterização do álbum "Devil's Ground" do Primal Fear, e realizou um excelente trabalho de remasterização de diversos títulos de death metal, principalmente da gravadora Nuclear Blast.
O número 18 da Rolling Stone Brasil chega às bancas na segunda-feira, 10. Mas você já pode espiar algumas das imagens cuidadosamente publicadas nesta edição de março, que traz na capa nada menos do que os irmãos Max e Iggor Cavalera - reunidos.





- A Branco Produções confirmou a volta do OBITUARY a Porto Alegre, desta vez ao lado da banda DYING FETUS. Em Junho de 2007 as bandas Obituary e Sadus ficaram presas em Buenos Aires devido ao mal tempo que fechou o aeroporto por 30 horas, o que levou ao cancelamento do show que fariam na capital gaúcha junto com o Watain.






























